Vincent Malloy

quinta-feira, 19 de junho de 2014
Olá pessoal, hoje eu to aqui para falar de um curta-metragem de um cara que eu admiro demais, que pra mim é um gênio: Tim Burton. Vamos lá?


Esse curta metragem se trata de  Vicent Malloy, um garoto de sete anos que vê a sua casa como um lugar meio "assombrado" e o próprio se sente como um lunático. Fã de histórias de terror do seu autor preferido, o Edgar Allan Poe, o menino torna sua vida como as histórias que lê, e ainda por cima sonha em ser como Vicent Price. O curta foi filmado em 1982 quando Tim tinha sido contratado pela Disney, e o curta foi feito usando a técnica stop motion e em preto e branco. Esse curta é realmente muito legal. Nessa semana fui pesquisar mais sobre o Burton e li sobre o curta, então é claro que fui procurar. Agora sempre assisto. Adoro a história que o Tim criou, e adoro também o modo dos seus personagens: magros, pele pálida e fina, olhos redondos e grandes. São esses detalhes mínimos que tornam todos os personagens em stop motion do Tim únicos... como exemplo temos O Estranho Mundo de Jack, A Noiva Cadáver e Frankenweenie. Agora voltamos ao curta: Digamos que Vincent está passeando pela sua casa, e aonde vai se vê em meio ao terror. No quarto de vê como Vicent Price. Já fora do quarto olha para sua irmã que

está com um cão e gato, e percebe que a casa seria melhor com aranhas e morcegos. Já a esse ponto chegamos até Abracrombie que é o cão-zombie do garoto. Dai as coisas já vão aumentando ainda mais. Ele tem uma noticia que sua "noiva" foi enterrada viva, mas na verdade... só vendo o curta podemos realmente sentir a emoção. Ou apenas lendo a história. Caso queriam ler a história antes de ver o curta, continuem lendo aqui, ou pulem para o final do post e assistam ao vídeo legendado! Peguem um pote com aranhas dentro, e um copo com sangue fresquinho e aproveite o curta...



"Vincent Malloy tem sete anos é simpático e faz sempre o que lhe dizem. Para um rapaz de

sua idade, é atencioso agradável, mas o sonho dele é ser como Vincent Price. Não se importa de viver com a sua irmã, cão e gatos, mas preferia partilha a casa com aranhas e morcegos. Ali poderia refletir nos horrores que tinha inventado e andaria por becos escuros só e atormentado. Vincent é agradável quando a sua tia vem de visita, mas imagina mergulha-la em cera, para expor no seu museu. Gosta de fazer experiências com seu cão Abracrombie na esperança de criar um zombie horrível, para que ele pudesse procurar vítimas no nevoeiro de Londres. No entanto os seus pensamentos não são só de crimes violentos, gosta de pintar e ler para passar o tempo. Enquanto os outros garotos lêem livros como “Go Jane Go”, o autor preferido de Vincent é Edgar Allen Poe. Uma noite Enquanto lia um conto espantoso, leu uma passagem que o fez empalidecer, uma noticia tão má que não podia aguentar  sua bela esposa tinha sido enterrada viva. Cavou sua tumba para se certificar que estava morta, inconsciente que a tumba, era o jardim da sua mãe. A mãe mandou para o quarto de castigo, ele sabia q tinha sido enviado para a torre do inferno, onde seria sentenciado a passar o resto da vida sozinho com o retrato de sua bela esposa. Só e enlouquecido na sua prisão. A sua mãe entrou no quarto de repente, e disse:
“Se quiser, pode sair e brincar tem sol lá fora e esta um dia lindo.”
Vincent tentou falar, mas não conseguiu. Os anos de isolamento deixaram-no muito fraco. Pegou num papel e escreveu com uma caneta:
“Estou possuído por esta casa e nunca poderei sair.”
E sua mãe respondeu,
“Não está possuído, nem está quase morto, este jogo está só na sua cabeça, não é o Vincent Price, é o Vincent Malloy, não está atormentado ou louco, é só um garotinho, tem 7 anos, e é meu filho, quero que vá lá fora brincar.!
Sem raiva, deixou o quarto. Enquanto Vincent se encostou lentamente na parede, o quarto começou a tremer, tremia e chiava, a sua horrenda loucura tinha chegado ao máximo. Viu Abracrombie, o seu escravo zombie, e viu a sua esposa que chamava do mundo dos mortos, ela falava do caixão e fazia pedidos terríveis, enquanto pelas paredes rachadas, saiam mão de esqueleto. Todos os horrores que atormentavam os seus sonhos levaram o seu riso louco a gritos de terror. Para escapar da loucura tentou chegar à porta, mas caiu moribundo no chão. Com voz suave e muito lentamente, recitou “ o corvo” de Edgar Allen Poe:

“...e a minha alma para fora desta sombra...
...que flutua sobre o chão...
...não se levantará...
...NUNCA MAIS.”

Ps: Algumas palavras do texto não estão iguais a legenda do vídeo. 

Então, o que acharam? Espero que tenham gostado do curta e me perdoem se não gostam do Tim, mas tive que compartilhar o curta com vocês.


Por: Ana K.
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